Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Caramanchões

As seivas do vitral iluminam o silêncio

Sob o caramanchão de olhos verdes onde Maria sorri...

Passa debaixo do arco verde...

 

Um braço de baloiço incensa o silêncio

Com uma ponta do vestido que sobe e canta!

Aqueles com quem falou envelhecem os domingos

Em honra de outrora.

 

A claridade das suas mãos reflectem o silêncio

Que estria

Sobre a estrada, do lado de fora, ciclistas que fazem

Um ruído de libélula - que toca e ecoa...

 

Debaixo do arco verde que a torna pálida, ela sorri...

 

O meu coração bate à porta

Na sombra...

Amo-a demais para lhe dizer...

Acontece no meu copo,

Como asas transparentes,

Os seus gestos, o seu sorriso...

 

 

 

 

Tonnelles

 

Des sèves de vitrail éclairent le silence

Sous la tonnelle aux yeux verts où sorrit Marie...

Passe sous l'arceau vert...

 

Un bras de balançoire encense le silence

Avec un bout de robe qui monte et qui cante !

Ceux dont il est parlé causent des vieux dimanches

En l'honneur d'autrefois.

 

Les lueurs de ses mains reflétent le silence

Que strient

Sur la route, au-dehors, des cyclistes qui font

Un bruit de libellule - qui ponte et qui plie...

 

Sous l'arceau vert qui la rend pâle, elle sourrit...

 

Mon cœur frappe à la porte

Dans l'ombre...

J'aime trop pour le dire...

Il passe dans mon verre,

Comme des ailes claires,

Ses gestes, son sourire...

Léon-Paul Fargue, Pour la musique, 1914.

 

publicado por Porfírio Al Brandão às 01:12
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